ALERTA SOLAR
CULTURA ESPACIAL
ATIVIDADE SOLAR EM BAIXA
Hummm…….
Sistema solar ‘encolhe’ com a menor atividade do Sol em décadas
Neste momento estamos em um período de mínima atividade solar que está mais longo que qualquer um previa.
Os pesquisadores evitaram relacionar a recente mínima atividade do Sol a possíveis impactos no clima da Terra!
Dados da sonda Ulisses, um projeto conjunto da agência espacial norte-americana NASA e da agência especial européia ESA, mostram que o vento solar está nos menores níveis desde que tiveram início as medições precisas há 50 anos. A sua velocidade permanece a mesma que há uma década, mas sua pressão e densidade está até 25% menor que no último período de mínima atividade do Sol.

“O vento solar a um milhão e meio de quilômetros por hora infla uma bolha protetiva, chamada de heliosfera, ao redor do sistema solar, o que traz influências na Terra e nos limites do nosso sistema solar”, disse Dave McComas, principal pesquisador do Projeto Ulisses e diretor do Southwest Research Institute em San Antonio, Texas. “Os dados da Ulisses revelam que a pressão global do vento solar é a menor desde o início da era espacial”, confirmou. O vento solar é uma corrente de partículas carregadas ejetada da Coria solar. O vento interage com cada planeta no sistema e define as fronteiras entre o sistema solar e o espaço interestelar. Essa fronteira, chamada de heliopausa, cerca o sistema solar, à medida que a força do vento do nosso Sol deixa de ser maior que o vento de outras estrelas. A região ao redor da heliopausa funciona também como um escudo para o nosso sistema solar, mantendo uma parcela significativa de raios cósmicos fora da galáxia. “Raios cósmicos carregam com eles radiação de outras partes da galáxia”, informou Ed Smith, cientista do projeto Ulisses no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. À medida que o sistema solar encolhe nas suas fronteiras (heliopausa), a Sonda Voyager deve atingir o espaço interestelar mais cedo do que o antecipado originalmente, sendo a primeira a romper os limites do sistema solar.


“Com o vento solar no seu menor até hoje registrado, existe uma grande possibilidade de heliosfera diminuir em tamanho e força. Se isso ocorrer, mais raios cósmicos vão atingir a parte interior do nosso sistema solar”, explicou. Os raios cósmicos são de grande interesse das agências espaciais porque afetam as decisões sobre sondas não tripuladas lançadas ao espaço assim como os limites de exposição dos astronautas que não estejam viajando em órbitas baixas da Terra. “Neste momento estamos em um período de mínima atividade solar que está mais longo que qualquer um previa”, enfatizou Ed Smith da NASA. Os pesquisadores se recusaram a traçar cenários para o próximo ciclo solar, o de número 24. Também evitaram relacionar a recente mínima atividade do Sol a possíveis impactos no clima da Terra.

Nesta segunda-feira, surgiu a primeira mancha solar com polaridade invertida e próxima do Equador solar, indicativos de uma mancha (sunspot) do ciclo 24, o novo, desde janeiro. Ela é muito pequena, assim como a registrada no começo do ano. Resta a dúvida se acontecerá o mesmo com a observada em janeiro, afinal o sol permaneceu sem manchas do ciclo novo por oito meses, ou se a curva de atividade solar finalmente começará a subir a partir de agora. O fato é que diversos cientistas que estudam a interação entre espaço e clima terrestre afirmam que períodos de mínima atividade muito longos como o atual tendem a conduzir a um ciclo seguinte menos ativo, o que no passado resultou em resfriamento do planeta. (Fonte: MetSul - Porto Alegre)
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Tags: Atividade Solar, clima espacial, SOL, Sonda Ulysses
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